[profile]

.Name: Mariana Bighetti
.Age: Nineteen
.Likes: rain, chaos, cold weather, some friends, photos, chocolate and tattoos.
.Doesn't like: too many things to list.

.nothing can stop me now
I don't care anymore
nothing can stop me now
I just don't care.

[friends]

.Mnemotecnia.
.Hybris.
.2046.
.Totolandia.
.DayDreaming.
.Where Is My Mind?.


[ego]

.Fotolog.
.Flickr.

[Stuffs]





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[credits]

Essa página é hospedada no Blogger.A sua não é?

[Quarta-feira, Maio 07, 2008]

Escrever esses textos ridículos deveria ter alguma utilidade. Para se recordar, organizar e aliviar pensamentos. Mas se não for para aprender, então desisto. Desisto de vocês, palavras. Não mudo.



por Bighetti * 7:17 PM Comments:


[Quarta-feira, Março 05, 2008]

Preciso de novos projetos.



por Bighetti * 3:58 PM Comments:


Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o ouvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.


[Carlos Drummond de Andrade]



por Bighetti * 3:58 PM Comments:


[Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008]

Me diz o que raios eu quero escrever aqui?



por Bighetti * 1:12 AM Comments:


[Sábado, Fevereiro 09, 2008]

Caminhamos, talvez a passos largos, ao que será o post iniciado por "E então ocorreu".



por Bighetti * 10:35 AM Comments:


[Sábado, Fevereiro 02, 2008]

Janeiro chegou ao fim. Entre desentendimentos, finalizações e os velhos problemas familiares, encontrei momentos de grande felicidade. Existe esperança para esse ano. Apesar de ser verdadeiramente impossível que seja pior que o ano passado, estou começando a esperar coisas boas para o futuro.
Nesse início de 2008, também já pude notar que os antigos padrões ainda persistem. Mas eu não aprendo, insisto, e agora posso dizer que medo é um termo significativo para expressar grande parte dos meus sentimentos. Novidade.



por Bighetti * 12:43 PM Comments:


[Domingo, Janeiro 20, 2008]

Então parece que chegamos ao irreparável, inevitável e decepcionante fim. No jogo do dito pelo não dito se abre espaço demais à má interpretação. Que se pode fazer? Lutar por algo desgastado não é algo que julgo interessante. Por isso, aqui está: o final. Sem esperança, sem idealizações e sem alegria alguma. Afinal, não era isso que você queria?



por Bighetti * 5:52 PM Comments:


[Quinta-feira, Novembro 29, 2007]

" Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra. "
(Bernardo Soares)



por Bighetti * 10:03 PM Comments:


[Quinta-feira, Novembro 08, 2007]

Já deveria ser de conhecimento geral a minha falta de tato em situações que envolvem sentimentos alheios. Só me esforço quando a pessoa realmente importa para mim, e ainda assim cometo muitos erros. Agora, colocar responsabilidades em minha mão, as quais eu não desejo nem um pouco, já é abusar da minha [não tão] boa vontade. Eu tenho cara de quem se importa?
Essa minha nova pseudo simpatia está causando interpretações incorretas.



por Bighetti * 3:53 PM Comments:


[Segunda-feira, Outubro 15, 2007]

Pontada latejante no fundo do estômago. Ele parece estar determinado a se contorcer até desprender-se do resto do corpo. Enquanto isso, todas as outras minúsculas partes de meu ser protestam para que o tempo não se demore. Improvável. Os minutos se alongam.

-Me vê um cigarro, moço.



por Bighetti * 8:30 PM Comments:


[Segunda-feira, Outubro 08, 2007]

Um espasmo de felicidade. Foram 24 horas completamente felizes ocupadas por diversões ingenuas, brincadeiras de criança e pensamentos puros. Sendo assim, devidademente seguidas por uma empolgação dissimulada, observações calculistas e pensamentos não tão puros.
Pareço estar calejada, em uma calmaria de emoções. Por isso qualquer sopro, por mais leve, de novas possiblidades pode se fazer sentir como um verdadeiro furacão.



por Bighetti * 12:44 AM Comments:


[Terça-feira, Setembro 25, 2007]

Fuçando hoje em meio aos meus vários lixos abandonados pelo quarto, trombei, entre anotações de filosofia e cartas antigas que deveriam ter se mantido esquecidas, com meu laudo de orientação vocacional. Faz um ano que o entregaram. Curiosa para relembrar o que se dizia de mim nessa época, comecei a ler. A primeira página continha um dos testes que fiz para a avaliação. Esse supostamente julga algumas áreas conflitantes do comportamento: familiar, acadêmica/profissional, social, sexual, tóxicos e individual. O índice de uma dessas áreas superior a 2.5 sugere um desajuste. Seguem os resultados:
- Sexual: 1.7 (uma positiva)
- Tóxicos: 3.4 (curioso, eu diria, já que o máximo que consumo e já consumi nessa vida foi cigarro e álcool)
- Social: 3.4 (talvez porque odeie pessoas em geral)
- Familiar: 7 (não posso dizer que fiquei abismada com essa informaçao, fato)
- Acadêmica: 8.5 (mas que beleza não? minha frustração eterna em número)
- individual: 5.4 (sendo a soma de todos, é compreensível)
No mínimo engraçado, eu poderia dizer. Praticamente todas as áreas têm algum problema a ser trabalhado. Menos a sexual que, ironicamente, inexiste nos últimos tempos. Só rindo mesmo.



por Bighetti * 2:25 AM Comments:


[Sábado, Agosto 25, 2007]

Demorou. Demorou mas eu finalmente entendi. É sempre mais difícil analizar as relações interpessoais quando se está no meio. Mas dessa vez acho que encontrei todos os padrões. Tenho muita culpa de ter me submetido muitas vezes a grosserias e descaso, coisa que eu não faço com mais ninguém. E por qual motivo agir assim então? Oras, quando meu emocional manco aparece todos sabem que boa coisa não pode ser. Perco o tato com as palavras, engulo meu orgulho, me sinto pior que os outros e aceito o que a racionalidade, argumentada contra mim, me impõe. Aí sim que se encontra o problema! Eu, sendo racional como sou, em meio ao meu momento atípico de sentimentalismo, com o qual simplesmente não sei lidar, continuo admirando e valorizando as opniões racionais. Logo, qualquer um ganharia uma discussão e me faria acreditar completamente em sua opnião em uma situação como essa. Mas não mais. Mesmo porque não consigo deixar de sentir como se, mesmo que eu não soubesse dessa minha fragilidade, o outro tinha consciencia. Enfim, cansei de me contentar com pouco, de gastar todas as minhas energias em algo que não me da nada em troca. A não ser que voce conte as inúmeras patadas como uma recompensa. É, demorou mas eu notei onde está o grande problema e apartir da conscientização virá a ação. Se as consequencias disso vão doer e trazer a tona meu emocional de novo eu já não sei. Só não posso negar que essas consequencias me assustam, e muito.



por Bighetti * 2:49 PM Comments:


[Sábado, Agosto 11, 2007]

Dezenove anos... Espero que seja um ano melhor que os meus dezoito, onde nada de muito especial ocorreu. Tão pessimista mesmo tão jovem. Alias sempre me esqueço que ter dezenove anos é ser jovem. Parece que pulei tantas fases. Me fizeram crescer tão rápido. E as vezes tudo o que eu quero é ter dezenove anos, ser jovem, imbecil e acreditar que tudo é mágico e bonito.



por Bighetti * 5:33 PM Comments:


[Terça-feira, Julho 03, 2007]

Quando escrevia o mundo fazia mais sentido. Eu escrevia e ele se colocava em ordem. Eu escrevia e ele se fazia mais bonito. As palavras eram o ornamento perfeito. Talvez apenas para embelezar e tornar mais palpáveis minhas ilusões. Mas quem não precisa se iludir de quando em quando?
Agora parece que escrever não é mais intrínseco ao meu ser. E o que sou eu e apenas esse espaço em branco? O sentido não me ocorre mais em forma de palavras. Em que outra maneira ele poderia aparecer? Ações? Sonhos? Sentimentos? Não, nunca em sentimentos. Esses sempre foram atrofiados... Então como meu deus?
Já espero mais noites em claro, tentando desvendar a maneira de colocar tudo isso pra fora. Insônia eterna e sem esperança, roubando palavras de outros pra expressar o que sinto.



por Bighetti * 6:31 PM Comments:


[Segunda-feira, Julho 02, 2007]

" não durmo, nem espero dormir.
nem na morte espero dormir.

espera-me uma insônia da largura dos astros,
e um bocejo inútil do comprimento do mundo.

não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
não posso escrever quando acordo de noite,
não posso pensar quando acordo de noite!
meu deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
e o meu sentimento é um pensamento vazio.
passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
- todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
- todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
e até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

estou escrevendo versos realmente simpáticos -
versos a dizer que não tenho nada que dizer,
versos a teimar em dizer isso,
versos, versos, versos, versos, versos...
tantos versos...
e a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
sou uma sensação sem pessoa correspondente,
uma abstração de autoconsciência sem de quê,
salvo o necessário para sentir consciência,
salvo - sei lá salvo o quê...

não durmo. não durmo. não durmo.
que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
que grande sono em tudo exceto no poder dormir!

ó madrugada, tardas tanto... Vem...
vem, inutilmente,
trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
segundo a velha literatura das sensações.

vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
o meu cansaço entra pelo colchão dentro.
doem-me as costas de não estar deitado de lado.
se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
vem, madrugada, chega!

que horas são? não sei.
não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
não tenho energia para nada, para mais nada...
só para estes versos, escritos no dia seguinte.
tim, escritos no dia seguinte.
todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.

noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
paz em toda a natureza.
a humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
exatamente.
a humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
costuma dizer-se isto.
a humanidade esquece, sim, a humanidade esquece,
mas mesmo acordada a humanidade esquece.
exatamente. mas não durmo."

insônia - álvaro de campos

Mas poderia simplesmente se nomear como auto retrato.



por Bighetti * 1:55 PM Comments:


[Quarta-feira, Abril 25, 2007]

~Vaguidão Específica~
Atualmente tudo me irrita [e muito] e de uma maneira que eu simplesmente não sei explicar. A única coisa que sei é que de repente me bate um ódio daqueles mais profundos por quase qualquer coisa. Tudo podia explodir e pronto. E volta e meia eu volto nessa mesma ideia de que tudo poderia acabar. Ficar dando voltas é uma beleza. Falar nada sobre nada também. Nos últimos dias toda vez que quero falar algo parece que sai outra coisa completamente diferente. Tento me explicar mas digo o que não estou pensando. Assim, quando o outro estúpido não entende de que raio eu [não] estou falando, vem o ódio eterno. Gente simpática é outra coisa né?



por Bighetti * 2:37 PM Comments:


[Segunda-feira, Abril 23, 2007]

Nunca fui de me arrepender de nada. Afinal, tudo que aconteceu me fez ser o que sou hoje e todo esse papo. Mas... Talvez eu nao esteja gostando muito de quem eu sou hoje. Creio que os ultimos meses tenham sido um desfile de más decisoes. Mesmo nas coisas mais simples. Agora fico trombando com todas as possibilidades perdidas e me frustando. Seria tao melhor daquele outro jeito. Aliás, nao tem como nao ser melhor. O momento atual nao me agrada minimamente.



por Bighetti * 11:14 AM Comments:


[Quinta-feira, Março 22, 2007]

Não há mais tato, olfato ou paladar algum. Sigo apenas vivendo, como que por obrigação. No mínimo das sensações. Apenas essa angústia no estômago. Constante e calma. Como se esperasse uma resposta. Alguém deveria avisa-la que não sou capaz de tomar decisões. Então continuo deitada, vivendo, encarando o teto. Já que essa dor me impede de dormir, me impede de fugir. Continuo a olhar o teto, esperando. Esperando e desejando que se continuar vivendo, e nada mais, tudo passará. Logo não me lembrarei mais desse momento, nem da inexistencia de qualquer emoção e nem do furo latejando em meu peito. Nesses dias em que simplesmente não se existem cores.



por Bighetti * 12:15 AM Comments:


[Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007]

Acabou. Fim de todas essas expectativas. Pela primeira vez fiz o que esperavam de mim. Talvez até um pouco alem do esperado. Porém... O que gerou tanta cobrança não gera elogios em igual proporção [ou elogio algum].
Minha família sempre encontra um jeito de dizer que apenas fiz minha obrigação. Não foi nada de mais não é mesmo? Estudei o ano inteiro, mas desde quando isso tem algum significado?
Já faz muito tempo que não sei o que é deixar alguém orgulhoso. Depois ainda têm a cara de pau de reclamarem que sou muito anti-social e não me derreto de amores por essas pessoas tão acolhedoras. Ha ha ha.



por Bighetti * 7:23 PM Comments: